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ENTREVISTA

Entrevista a Vladimir Cerrón: Perú Libre propone inmediata libertad de los presos, frente contra el fujimorismo y Asamblea Constituyente – Hora do Povo

Peru Livre propõe imediata libertação dos presos, frente contra o fujimorismo e Constituinte

 Por Hora do Povo  Publicado em 19 de dezembro de 2022

LEONARDO WEXELL SEVERO

O secretário-geral do Partido Peru Livre, Vladimir Cerrón, defendeu a composição de uma frente anti-fascista para impedir o retrocesso democrático no seu país, cuja repressão já causou mais de 25 mortos e centenas de feridos para manter o modelo económico excludente. Em entrevista exclusiva, o líder peruano condenou o autogolpe do expresidente Pedro Castillo e denunciou que a sua vice e recém-empossada Dina Boluarte “é utilizada pelos poderes fáticos – transnacionais, mídia e sistema financeiro – como mera figura decorativa, para dar a impressão de um governo civil que respeita a sucessão constitucional, enquanto na realidade são os setores mais fascistas que decidem as coisas”.

Para Cerrón, é necessário “frear a repressão, defender a libertação dos presos” e trabalhar para a construção da frente. “Deve haver dois pontos de união: impedir que a direita fascista, representada pelo fujimorismo, ganhe as próximas eleições; e instalar uma Assembleia Constituinte para dirigir uma nova Constituição”, que permitirá a revisão dos atuais contratos-lei, os chamados contratos cadeados, que mantêm intocáveis as privatizações/desnacionalizações.

O Peru atravessa uma grave crise institucional na qual o ex-presidente Castillo foi derrotado após tentar dar um autogolpe. Foi empossada sua vice, Dina Boluarte, com um enorme rechaço popular. Como líder do Peru Livre, partido pelo qual ambos foram eleitos, e expulsos, qual é a sua avaliação deste momento em que os mortos se multiplicam?

Havíamos previsto há muito tempo que se Castillo fosse derrotado ocorreria uma convulsão social, as pessoas exigiriam sua liberdade, embora não queiram o seu retorno ao governo. Castillo foi um presidente débil, sem força, e o Peru Livre lhe deu a fórmula para que isso não ocorresse. Consistia no fato de que a esquerda deveria cerrar fileiras e somar mais três ou quatro votos do centro. Dessa forma o seu impeachment era matematicamente impossível, já que nesta altura contava com a maior bancada parlamentar

Longe de aceitar o conselho, Castillo dividiu a bancada para retirar a liderança do Peru Livre, tentando registrar dois partidos políticos sobre as bases do nosso. Até o final, aconselhado por assessores como o ex-primeiro-ministro Aníbal Torres, que era quem governava de fato, sua obsessão foi dizimar o Peru Livre.

Este ato deu uma grande vantagem ao fujimorismo, porque eles se tornaram a bancada majoritária no Congresso [Alberto Fujimori foi presidente de 1990 a 2000 e encontra-se preso, condenado a 25 anos de prisão por crimes de lesa-humanidade. Sua herança política é um movimento liderado por sua filha, Keiko].

Em tais circunstâncias, não restou outra saída ao partido do que convidar Castillo para que se retirasse, afinal não poderíamos ter um militante desleal em nossa organização, pois seria uma vergonha.

Pela mesma razão, Dina Boluarte já havia sido expulsa, por ter declarado no Conselho de Ministros que o Peru Livre pertencia à esquerda radical, que seu programa não deveria ser levado em conta. Além disso, denunciou, caluniosamente, que o seu secretário-geral estava articulando o impeachment do presidente.

Devemos citar como antecedente que Castillo foi cercado, desde que foi às urnas, por muitos oportunistas como seus sobrinhos, membros de um sindicato que ele havia fundado, compatriotas de Chota, sua terra natal, personalidades ilustres da direita e do resto do que chamamos “esquerda caviar”. Agora, para que esses pudessem delinquir, necessitavam retirar o partido do entorno presidencial. E assim foi feito.

Sem partido, sem bancada, sem programa, como enfrentar o inimigo majoritário no Parlamento? Uma situação difícil. Apesar de suas atitudes contra o Peru Livre, foi decidido apoiá-lo até o último momento, porque sabíamos que se Castillo caísse, a repressão contra o partido se multiplicaria por dez.

“Assediado por denúncias, delações e com o seu afastamento em marcha, Castillo tentou um golpe improvisado, o que o levou a uma queda súbita”

Assediado por denúncias, delações e com o seu afastamento em marcha, Castillo tentou um golpe improvisado, sem maior planificação, o que o conduziu a uma queda súbita, em que as forças armadas lhes deram as costas e ele foi levado preso por sua própria escolta.

Diante disso, o parlamento dá um contragolpe e acelera ainda mais rápido o seu impeachment, que já havia planejado há muito tempo. A diferença é que nesta ocasião muitos parlamentares, que antes iriam apoiá-lo, mudaram de opinião, após sua fracassada tentativa de fechar o Congresso, e decidiram votar contra ele. Assim, a direita consumava o que Castillo somente havia tentado: um golpe de Estado.

Ao assumir Dina Boluarte, os poderes fáticos a utilizaram como mera figura decorativa, para dar a impressão de um governo civil que respeita a sucessão constitucional, enquanto na realidade quem decide as coisas são os setores mais fascistas.

”Os poderes fáticos utilizam Boluarte como mera figura decorativa, para dar a impressão de um governo respeitoso, enquanto na realidade quem decide as coisas são os setores mais fascistas”

Ocorre uma insurreição popular espontânea de solidariedade a Castillo no sul do Peru, que contagia o país. Até agora temos um saldo de 25 mortos, que são a expressão da ditadura em curso. Porque enquanto Boluarte mostrar sua cara, os repressores atuarão com maior impunidade.

Desde o começo, o partido sustentou que a questão chave para o crescimento do país, com geração de emprego e renda, era romper com a herança fujimorista, ditada pelo Consenso de Washington. Quais foram os maiores obstáculos para a aplicação do programa de desenvolvimento?

O maior obstáculo foi o próprio presidente, que não tinha o mínimo interesse em cumprir com as promessas de campanha, não estava convencido do programa do partido que o levou ao governo. Então suas promessas foram substituídas por demagogia, como baixar o salário ou não usar o avião presidencial.

Durante os 17 meses que esteve no governo, Castillo aplicou uma política neoliberal, preferindo negociar votos para sobreviver antes do que buscar o respaldo popular com políticas abertamente progressistas, como por exemplo a nacionalização de alguma mina – ouro, prata ou bronze. Ou alguma outra medida social ou trabalhista que lhe houvese dado um enorme apoio popular e houvesse sido sua principal defesa.

O gabinete ministerial era formado por direitistas, sociais-democratas caviares, fujimoristas e, ultimamente, apristas (partido de direita), tendências políticas históricas tradicionalmente inimigas da esquerda. A isso se soma também o forte assédio realizado a partir dos órgãos da Justiça, que aplicaram um lawfare (instrumentalização judicial) contra ele, sua família e seus mais próximos.

Não deveria ter sido uma prioridade a revisão dos contratos-lei que permitiram a continuação da privatização/desnacionalização de setores estratégicos e a convocação de uma Assembleia Constituinte?

A revisão dos contratos-lei [os chamados contratos cadeados, que por norma constitucional só podem ser modificados no exterior, via de regra no país em que a transnacional está sediada] foi uma promessa de campanha amplamente divulgada e um fator para a vitória eleitoral, mas Castillo não quis revisá-los. Nem mesmo os contratos que não tinham essa natureza e nunca se chocaram abertamente com o poder foram alterados. Ele deu muita vantagem aos seus inimigos, pensando que a convivência ou a conciliação era melhor, mas o inimigo não pensava assim, até conseguir derrubá-lo.

“A direita quer levar Keiko Fujimori ao poder antes de que seja condenada a 30 anos de prisão”

No governo de Castillo, os banqueiros seguiram roubando o povo, os empresários continuaram explorando os trabalhadores, as empresas seguiram poluindo impunemente, como a Repsol, e as concessões lesivas ao Estado se mantiveram lucrando e renovando os seus contratos. A Petroperu estava em franco processo de privatização total e nem uma única empresa estatal foi resgatada.

Por isso o paradoxo é: por que Castillo precisou ser afastado, já que não se chocava com o sistema? Pela overdose de racismo, mas principalmente porque a intenção da direita é levar Keiko Fujimori ao poder a curto ou médio prazo, antes de que ela seja condenada a 30 anos de prisão.

Há uma confrontação entre os congresistas de Dina Boluarte, que defendem eleições gerais em 2024 e os manifestantes que tomaram as ruas para que sejam antecipadas para 2023. O que é preciso fazer para que as forças progresistas vençam com uma candidatura comprometida com a democracia e a soberania?

Boluarte não tem bancada oficialista, os parlamentares que ocupam este espaço são os de direita que estão a seu serviço, porque ambos foram os que planejaram o golpe contra Castillo.

A direita quer levar as eleições para 2024, porque precisa de tempo para aprovar reformas como o retorno à bicameralidade, a reeleição imediata e criar impedimentos para que seus adversários políticos não possam concorrer.

O Peru Livre propõe novas eleições, mas de mãos dadas com um referendo para instalar uma Assembleia Constituinte, porque novas eleições por si só não garantem nenhuma mudança estrutural no país.

Os manifestantes pedem o fechamento do Congresso e novas eleições, mas não vislumbram eleger outro, para depois dizer que também não serve, não tem sentido. Na verdade, nenhum Congresso servirá aos interesses do povo enquanto a Constituição não for alterada. Assim como o povo, os parlamentares também continuarão de mãos atadas, e até mesmo o presidente da República.

“Nenhum Congresso servirá aos interesses do povo enquanto a Constituição não for alterada. Precisamos de mudanças profundas”

O povo não pode ser usado para mudar apenas os atores políticos que vão seguir com a mesma cartilha, precisamos de mudanças profundas e isso implica confronto e superação desse sistema e de seus poderes.

O que nos cabe enquanto esquerda é formar uma frente, porém conscientes de que ela tem que ser liderada por alguém, que nem todos podem ser os dirigentes máximos, muito menos candidatos. Uma vez coletiva a sua direção, devem haver diálogos abertos com o governo para frear a repressão, defender a libertação dos presos, entre eles Castillo, e posteriormente analisar a situação eleitoral unitária.

Construir uma grande frente vai requerer uma plataforma que unifique os diferentes setores sociais contra o inimigo comum. Quais devem ser os pontos de unidade para que este projeto avance?

Uma aliança implica a unidade por interesses comuns por um determinado tempo, cujo objetivo será a derrota do inimigo, neste caso o fujimorismo. Como em qualquer aliança. devemos saber que, após a derrota do grande inimigo, nossas diferenças serão reveladas, ou que isso pode levar à divisão da frente, isso é natural.

Deve haver dois pontos de união: impedir que a direita fascista, representada pelo fujimorismo, ganhe as próximas eleições; e instalar uma Assembleia Constituinte para dirigir uma nova Constituição. Aqueles que concordam com essas abordagens têm as portas abertas.

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Líder de Perú Libre advierte que podría acrecentarse la persecución contra la izquierda

Lucía Barrios

MONTEVIDEO (Sputnik) — El líder fundador del partido Perú Libre (izquierda), Vladimir Cerrón, comunicó a la Agencia Sputnik que el peligro que enfrenta su país en este momento es que aumente la persecución contra la izquierda.

«El peligro es que se acreciente la persecución brutal contra la izquierda, especialmente contra Perú Libre, que tiene tres miembros de su dirección nacional encarcelados, una centena de procesos judiciales, hace poco un pedido de prisión preventiva para mi persona que fue declarada infundada pero ahora está apelada. (…) Enfrentaremos una gran represión, pero estamos preparados», sostuvo.

Las declaraciones de Cerrón suceden luego de que el jueves la justicia peruana determinó la prisión preliminar del expresidente Pedro Castillo (2021-2022) por un plazo de siete días, tras acusar al exmandatario del delito de rebelión.

El 7 de diciembre, Castillo anunció en un mensaje televisado en cadena nacional la disolución del Congreso y el establecimiento de un «Gobierno de excepción». La medida, rechazada por gran parte de su Gabinete, fue tomada antes de una sesión prevista en que el Congreso iba a votar sobre la destitución del mandatario.

El Legislativo igualmente realizó la sesión y por abrumadora mayoría votó a favor de poner fin al Gobierno de Castillo. Tras la votación del Congreso, fue la vicepresidenta Dina Boluarte quien asumió como jefa de Estado, convirtiéndose en la primera mujer en Perú en ostentar ese cargo.

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Cerrón afirmó que la represión contra la izquierda sería con más «lawfare e inhabilitación de líderes y dirigentes».

«No quieren asambleístas de izquierda con la preparación adecuada para combatirlos», agregó.

El lawfare o «guerra jurídica» consiste en el uso indebido de la Justicia para fines de destrucción de imagen pública e inhabilitación de un adversario político, explica el Centro Estratégico Latinoamericano de Geopolítica (CELAG) en un artículo publicado en su página web.

«Golpe derechista»

A pesar de que el presidente se «apresuró» en realizar una «acción golpista» al intentar disolver el Congreso, hace tiempo que la oposición «derechista» planeaba vacarlo, explicó Cerrón.

Sostuvo que Perú vive una «situación crítica» producto de un «sistema neoliberal» que se resiste a ser «sustituido», por lo que se viene orquestando un «golpe de Estado derechista que garantizará ese modelo opresor».

Aseguró que fuentes internas del Palacio de Gobierno señalaron que lo que precipitó el accionar de Castillo fue que la bancada magisterial había pactado con la entonces vicepresidenta para «traicionar» al expresidente, lo cual lo «desesperó».»

[La actual presidenta] es parte del golpe, aunque no lo haya engendrado, su gran receptividad por la derecha y sus reuniones lo ponen en evidencia. Mañana jura su Gabinete y ahí podremos palpar al fascismo derechista con traje ministerial. Pero Dina también debe percatarse que a mediano plazo la derecha la quiere fuera, ellos no van por el poder parcial, sino total», agregó.

Este 9 de diciembre, la presidenta continúo la ronda de diálogo iniciada en la víspera con las bancadas del Congreso de la República. La mandataria señaló que es el momento de «trabajar en unidad por el bien de todos los peruanos».

América LatinaCrisis política en Perú: cómo evoluciona la situación en el país tras el cambio de poder12 de diciembre, 14:20 GMT

Cerrón reiteró que Perú Libre no integrará el Gabinete ministerial pese a haber recibido invitaciones ni tampoco asistirá a la rueda de conversaciones convocada por la presidenta.

«Por su extracción y situación de clase, [Boluarte] responde al origen provinciana popular y estatus pequeño burgués como abogada, pero su posición de clase es neoliberal, tuvo serias discrepancias con el partido y me acusó de liderar los primeros meses una conspiración contra Castillo, desconoció el rol del partido y abogó para que no integre el Gabinete del nuevo Gobierno, paradójicamente, ganado por Perú Libre, razones del por qué fue expulsada de Perú Libre. Su actitud actual colige esta traición», agregó.Reiteró que el objetivo de su partido es que se convoque a una Asamblea Constituyente para que se redacte una nueva Constitución.

Keiko Fujimori

Por otro lado, Cerrón sostuvo que el objetivo de la oposición al destituir a Castillo se debe a que quería evitar que la líder de Fuerza Popular (derecha), Keiko Fujimori, vaya presa por 30 años.

«Castillo en realidad no tenía problemas con el sistema, estaba aplicando un modelo neoliberal, el problema era el llevar al fujimorismo de vuelta al poder total y están cerca», agregó.

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Si destituyen a Boluarte, el presidente del Congreso Williams Zapata tiene que convocar elecciones generales en seis meses, lo que daría «inmunidad presidencial» en caso de que Fujimori ganara la presidencia, explicó.»

Ahora, el fujimorismo en el poder sabe cómo ganar elecciones fraudulentas de manera elegante, ya lo demostró en elecciones anteriores», afirmó.

La lideresa de Fuerza Popular enfrenta un juicio en el que es acusada por la fiscalía de lavado de activos al haber recibido dinero ilícito de la empresa brasileña Odebrecht para financiar su campaña a la presidencia en 2011. Por este delito y otros ligados al caso Lava Jato, la fiscalía pidió 30 años y 8 meses de prisión. Las relaciones entre Perú Libre y el ex jefe de Estado fueron tensas durante la gestión de Castillo, habiendo establecido el partido que su apoyo al exmandatario no era completo y solo se daría a ciertas políticas con las que esté de acuerdo.

https://sputniknews.lat/20221212/crisis-politica-en-peru-como-evoluciona-la-situacion-en-el-pais-tras-el-cambio-de-poder-1133455088.html

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Queda de Castillo começou ao se distanciar do Peru Livre, avalia liderança

A Opera Mundi, Tania Bernuy, coordenadora do partido no Brasil, afirma que gestão de Pedro Castillo sofreu ‘constante perseguição’ da direita peruana

FERNANDA FORGERINI

São Paulo (Brasil)
8 de dez de 2022 às 15:30

O impeachment contra Pedro Castillo nesta quarta-feira (07/12) no Peru foi resultado do distanciamento que o agora ex-presidente tomou do partido Peru Livre, que o elegeu em julho de 2021. Essa é a avaliação de Tania Bernuy, coordenadora nacional da legenda no Brasil. 

Para ela, o começo da queda de Castillo foi a decisão de abandonar o partido e, consequentemente, o plano de governo com o qual foi eleito, após vencer a direitista Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori. 

Em entrevista a Opera Mundi nesta quinta-feira (08/12), Bernuy defende que o distanciamento da legenda foi motivado e «fortemente promovido» por Aníbal Torres, que chegou a assumir o Conselho de Ministros do governo, e de «outros políticos que traíram o partido». 

«O Peru Livre, no cumprimento fiel aos seus ideários partidários, sempre iria apoiar o governo do presidente Castillo contra o impeachment», disse ela, que também é diretora executiva da Associação Latino-Americana de Arte e Cultura (ALAC). 

O então presidente peruano, que ficou 16 meses no poder, anunciou na quarta o fechamento do Congresso nacional e um Estado de exceção. Horas depois, Castillo foi destituído do cargo, com 101 votos de 130 possíveis – superando os 87 necessários – e preso pelas autoridades locais.

Em seu lugar, foi empossada sua vice, Dina Boluarte, a primeira mulher a comandar o país. 

A liderança do Peru Livre no Brasil avalia à reportagem que esse cenário e a queda de Castillo se deram pela direita peruana e a «constante perseguição política» que a gestão sofreu desde que assumiu o país. 

Ainda de acordo com Bernuy, o lawfare presente na América Latina também pode ser denunciado no Peru, um país que «vive sequestrado há três décadas pela ultradireita do regime fuji-montesinista», ligada a imprensa «difamatória que prolifera o golpe a nossa democracia».

Reprodução/ @presidenciaperu
Após tentativa fracassada de fechar Congresso, Castillo foi preso em Lima, capital do Peru

«E os poderes das grandes elites que sustentam o status quo no país e que não deixaram o presidente do povo governar», denunciou. 

Castillo errou ao tentar fechar o Congresso?

A tentativa do sindicalista de fechar o Congresso horas antes da votação que poderia afastá-lo do cargo não foi apoiada pelo partido Peru Livre, muito menos a votação de seu impeachment. 

Para a líder peruana no Brasil, quando houve a segunda negativa dos parlamentares na aprovação do gabinete ministerial de Castillo, ele «tinha o amparo legal». No entanto, segundo Bernuy, ele errou «no momento e nas condições frágeis que tinha».

«Era necessário convocar os movimentos populares que o elegeram e articular o apoio para de fato garantir a conquista revolucionária do Estado de direito que o povo defendeu nas urnas junto ao programa de governo do Bicentenário que libertaria o nosso país da opressão em que vive o povo peruano por décadas», disse. 

Sem a base popular e aliados, Castillo «se atirou numa piscina sem água», sendo aconselhado por «parlamentares que traíram o partido Peru Livre e as causas do povo».

Opera Mundi, para Bernuy, agora, é necessário «defender a liberdade» de Castillo e a instauração de uma Assembleia Constituinte que possa derrubar a Constituição de 93, ainda do regime de Fujimori. 

«O impeachment foi perpetrado em status ilegal do Congresso extinto pelo presidente, no uso pleno de suas faculdades. A defesa deve ser orientada no sentido de exigir a urgente instauração da Assembleia Constituinte», afirmou.

Opera Mundi separou os mandatos dos últimos chefes de Estado peruanos / arte: Paola Orlovas 

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LIBERTAD PARA CASTILLO, NUEVAS ELECCIONES Y ASAMBLEA CONSTITUYENTE

LIBERTAD PARA CASTILLO, NUEVAS ELECCIONES Y ASAMBLEA CONSTITUYENTE

Vladimir Cerrón

Pedro Castillo, víctima de un golpe de Estado derechista, que lo vacó en menos de dos horas, sin haberse cumplido con el debido procedimiento en su solicitud, sin notificación previa al interesado, sin derecho a la defensa, su ilegal arresto cuando contaba con inmunidad presidencial y sin derecho al antejuicio político, fue recluido con prisión preventiva en los cuarteles de la policía por 18 meses, esperando un juicio que lo podría poner en la cárcel 10 años como mínimo.

Este suceso desencadenó una protesta nacional exigiendo su libertad, porque el pueblo se vio representado en su figura, como el primer campesino que llegaba a la presidencia, como el peruano víctima del racismo y el abuso de las clases opresoras evidenciados en no haber querido reconocer su triunfo, en los tres intentos de vacancia, en el encarcelamiento de su hija, en los insultos impunes de los medios de comunicación, en los irrespetos de las fuerzas del orden a su investidura, en los innumerables allanamientos a Palacio de Gobierno, en las prohibiciones para viajar al extranjero para representarnos, etc.

Todo este sentimiento conjunto se vuelca, independientemente de las acusaciones de corrupción, desatando una insurgencia nacional, empezando por el sur peruano y propagándose en cuestión de horas hacia todas las regiones. Adicionalmente el pueblo comienza a reclamar el valor de su voto en las urnas, el cual no puede ser cambiado súbitamente para favorecer a otra casta política que ellos no han electo y osa reinstalarse en el poder, mediante otros representantes.

En tales condiciones el pueblo emite una plataforma consistente en tres demandas: el cierre del Congreso, convocatoria a nuevas elecciones y Asamblea Constituyente para redactar una nueva Constitución.

Constantemente se reclama el cierre del Congreso, pero esto ocurre con cada Congreso electo, lo cierto es que este sistema de gobierno ya está caduco, el pueblo no estará de acuerdo, ni con este, ni con el que se elija, ni con el que se vuelva a elegir. Hecho que implica que esta estructura del Estado no es funcional a los intereses de la nación, razón por la que en otros países ha sido reemplazada por la Asamblea Nacional Popular, donde ser asambleísta no significa privilegio alguno.

Entonces estamos frente a una estructura precaria, pero esta no puede ser reemplazada si no hay una Asamblea Constituyente, único mecanismo que permite en democracia realizar transformaciones de forma y de fondo. Este es el motivo por el que ir a elecciones para solamente elegir un Congreso que nuevamente vamos a despreciar no tiene sentido, es hacerles el juego a los opresores, es hacer el papel de tontos útiles.

Por su parte la derecha también quiere nuevas elecciones, pero de la mano de algunas reformas, de las que podemos destacar el retorno a la bicameralidad, la reelección inmediata, etc., con fines de perpetuarse en el poder.

Para evitar esta burla al pueblo es necesario ir a unas nuevas elecciones, sí, pero de la mano de un referéndum para consultarles si están de acuerdo o no con la instalación de una Asamblea Constituyente que redacte una nueva Constitución.

Con la nueva Constitución cambia la relación entre el Estado, la empresa privada y el trabajador; cambia la relación entre banqueros y clientes, entre empresarios y trabajadores, entre sistema de justicia y justiciables, entre Estado y transnacionales, etc., objetivos por lo que siempre se ha luchado. Etapa que llegará y se debe estar preparado para la polémica que seguro será de una alta contraposición de intereses de alto nivel.

Perú: 3 claves sobre las protestas que provocaron el controvertido estado  de emergencia en Lima y Callao - BBC News Mundo
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ENSAYO

Las ONG: instrumento de colonialismo sindical

Ponencia Magistral

LAS ONG: INSTRUMENTO DE COLONIALISMO SINDICAL

Por Valentín Pacho Quispe

Exsecretario general de la CGTP y ex Vicepresidente de la FSM

“El crecimiento de las ONG fue una de las obras más Extraordinarias que sucedió en el planeta después de la caída del Muro de Berlín” – Palabras del ex presidente estadounidense Bill Clinton en la reunión de Bilderberg el 6 de mayo del 2005 en Roothac Egern Munich.

Mis saludos a los compañeros y compañeras participantes en este encuentro internacionalista.

Agradezco al Instituto Obrero Internacional, por su invitación para compartir algunas reflexiones sobre el rol de las Organizaciones NoGubernamentales (ONG) frente y al interior de los sindicatos.

La primera experiencia que tuve la oportunidad de conocer y comprender en relación con el rol de las ONG fue en los difíciles años 90 para la Federación Sindical Mundial (FSM) debido alas repercusiones políticas y sociales que en las filas del movimiento obrero provocó el destronamiento de la Unión Soviética en 1991 y la imposición de la férrea dictadura de laglobalización neoliberal bajo la hegemonía del imperialismo norteamericano.

Como es sabido, las consecuencias fueron muy duras para la clase trabajadora, sus organizaciones militantes y la inmensa mayoría de los pueblos vulnerables del mundo; al punto que en esa etapa los enemigos de la FSM deseaban y pronosticaban su disolución.

En aquel contexto la acción desviacionista de las ONG se intensificó en todos los continentes, ante todo mediante una campaña política e ideológica en favor del modelo neoliberal y bajo la consigna por un “capitalismo con rostro humano”.

En el marco de esa embestida, las ONG se esforzaron en asediar a los sindicatos afiliados a la FSM e intentaron cooptar a sus líderes, ofreciendo “ayuda solidaria” económica para financiar sus actividades; por supuesto para que se desafiliasen de la FSM e inmediatamente se afiliaran al aparataje burocrático y reformista dela Confederación Internacional de Organizaciones de Sindicatos “Libres” CIOSL hoy CSI.

Mediante esas tácticas injerencistas causaron muchos problemas. Pero la FSM, sus líderes y sus bases militantes resistieron y superaron aquella etapa crítica y sus estructuras no se disolvieron. Gracias a esa firme resistencia basada en principios clasistas quedó al descubierto el juego sucio de las ONG y la FSM se fortaleció.

En realidad, para hablar y reflexionar sobre el rol y la creciente influencia de las ONG en las diversas organizaciones sociales, organismos de gobiernos, partidos políticos, y en la denominada “sociedad civil”, se necesitarían centenares de páginas: pero considerando el tiempo para este conversatorio lo voy a resumir.

En efecto, las ONG hoy en día son muy conocidas y populares, están sembradas en los cinco continentes, principalmente en los países denominado del “Tercer Mundo” en el que está ubicado por ejemplo mi región: América Latina.

¿QUÉ SON LAS ONG Y CÓMO SE ORIGINARON?

Las ONG se auto designan como organizaciones sociales o movimientos de carácter privado, independientes de los poderes públicos y de los partidos políticos; dicen que actúan por el bien social y sin fines de lucro. Venden la idea de que son “organizaciones benefactoras conformadas por personas caritativas”, una especie de ‘‘voluntariado’’ dedicado a brindar asistencia humanitaria, aliviar el sufrimiento de los pobres, de las comunidades populares menesterosas… etc.

Las ONG surgieron en Estados Unidos de Norteamérica y en la Europa Occidental. Al finalizar la Segunda Mundial fueron reconocidas, tal como consta en la carta de las Naciones Unidas firmada el 26 de junio de 1945 en el capítulo X artículo 71 que dice “el Consejo Económico y Social podrá hacer arreglos adecuados para celebrar consultas con organizaciones no gubernamentales que se ocupen en asuntos de la competencia del Consejo”.

Posteriormente, la Organización de las Naciones Unidas (ONU) reconoció oficialmente a las ONG, mediante resolución del Consejo el 27 de febrero de 1950 y por iniciativa de organismos de la Unión Europea, cada 27 de febrero celebra el día internacional de las ONG.

Cabe aclarar que las denominadas “personas del voluntariado o caritativas” que trabajan en las ONG, son profesionales en diversas especialidades, son cuadros políticos muy bien formados y no trabajan gratis pues ganan salarios como de altos funcionarios y operaran en oficinas con todas las comodidades; de tal suerte, que eso de personal de voluntariado no es cierto.

¿QUIÉNES FINANCIAN A LAS ONG?

Sobre la financiación de las ONG se difunden informaciones en el sentido de que es el producto del acopio económico donado por personas caritativas, dolidas ante el sufrimiento de los pobres, de las comunidades o colectivos de ‘‘menesterosos’’ de los países pobres.

No obstante, la realidad es otra, pues los hechos acontecidos en los países en donde las ONG han operado demuestran que los que financian a esos modernos misioneros del capital son los gobiernos imperialistas de Estados Unidos y la Unión Europea, a través de organismos con diversos nombres y debidamente ensamblados al gran capital.

En igual sentido, poderosas empresas industriales y banqueros transnacionales, así como fundaciones internacionales, articulan y financian a ONG de carácter transnacional y nacional para controlar y manipular a las poblaciones pero en función de sus intereses políticos, geopolíticos y de dominación. La lista es muy larga pero señalaré algunas.

A manera de ejemplo menciono a la poderosa ONG CARE- INTERNACIONAL – USA conocida como Cooperative for American Remittances to Europe: cuya traducción es Cooperativa de remesas americanas para Europa, creada en 1945 al término de la Segunda Guerra Mundial por el gobierno de Estados Unidos en el marco del Plan Marshall para la ‘‘reconstrucción’’ de Europa, bajo la condición de que fuese portadora de los ‘‘valores americanos’’ e impidiera la influencia de la Unión Soviética y de esa forma evitar que las ideas socialistas se difundiesen en Europa; tarea para cual fueron específicamente creadas la Agencia Central de Inteligencia (CIA) y la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN).Luego se establecieron las filiales CARE NACIONALES en cada país de la región europea para financiar y corromper a burocracias sindicales oportunistas para que contribuyeran a la división de la Federación Sindical Mundial (FSM), lo cual lograron en 1949.

Actualmente CARE INTERNACIONAL actúa en más de 90 países con el nombre de Cooperative for American Relief Everywhere cooperativa por la ayuda americana en todas partes).He mencionado el caso de CARE INTERNACIONAL para demostrar que una sola fundación internacional -creada y financiada por el gobierno de Estados Unidos dominó y controló a toda Europa y tal es así que desde aquellos años el ‘Viejo Continente’’ está sometido al imperialismo norteamericano: la prueba está hoy con el caso Ucrania. Imagínense el poder de influencia de 10 millones de ONG existentes actualmente en el mundo, según informaciones coincidentes.

¿DESDE CUÁNDO SE INCREMETARON LAS ONG?

La propagación de las ONG fue un proceso, que se produjo principalmente en las décadas del 50 al 70 del siglo XX en plena “Guerra Fría”; sobre todo, en la gran mayoría de los países del Tercer Mundo, gobernados por dictaduras militares o gobiernos civiles impuestos por el imperialismo, quienes condujeron a sus respectivos países a crisis económica, social, y política lo que originó el descontento y protestas de los sectores populares y en particular de los trabajadores, siendo violentamente reprimidas bajo la acusación de conjuras comunistas; pero las protestas de las masas se radicalizaron.

En ese contexto, las clases dominantes se percatan que las represiones violentas no eran suficientes, que necesitaban otros instrumentos más eficaces para neutralizar la acción de las masas: esos instrumentos fueron las ONG y para ello incrementaron su financiamiento a gran escala.

Es así que las ONG entraron en acción en cada uno de los países del “Tercer Mundo” fingiendo ser defensores de los derechos humanos de población pobre, trabajadora, campesina, mujeres, perseguidos, desempleados, etc. Llegaron con discursos izquierdistas, lo que les facilitó relacionarse con los líderes de las organizaciones de diversos sectores sociales populares entre ellos los sindicatos.

Además, ofrecieron brindar servicios sociales a las comunidades, asesoramiento legal, organizar y financiar eventos, conferencias, seminarios de capacitación y ayudas “solidarias de carácter económico”, elaboración de los documentos; en muchos casos actuaron como interlocutores ante los organismos de gobiernos, lo que les facilitó manipular a las organizaciones que tenían bajo influencia.

Sin embargo, las ONG nunca promovieron la unidad de las organizaciones para enfrentar y luchar contra los poderes económicos y gobiernos serviles a la clase dominante; tampoco desafiaron al imperialismo, promotor de los golpes de Estado: Las ONG evitan por todos los medios hablar sobre lucha de clases y la confrontación social; manejan discurso conciliador para evitar enfrentamientos de clase y así amortiguar la lucha de las masas.

LAS ONG: BRAZO POLÍTICO E IDEOLÓGICO DE LA GLOBALIZACIÓNNEOLIBERAL

En las pasadas décadas del 80 y 90 la crisis del capitalismo se profundizó. En ese contexto Ronald Reagan del Partido Republicano fue elegido presidente en Estados Unidos y Margaret Thatcher del Partido Conservador elegida como Primer Ministra en Gran Bretaña (esta representante del capital británico después de haber golpeado a los sindicatos, se ganó el apodo de “Dama de Hierro”). Ambos gobernantes –sirvientes del gran capital- se convirtieron en la dupla más reaccionaria, en enemigos furibundos del socialismo y el comunismo; sus regresivas políticas repercutieron a nivel internacional.

En ese periodo la derecha internacional y el imperialismo radicalizaron su ofensiva: impusieron el libre mercado, las privatizaciones de las propiedades estatales y dispusieron de las riquezas de las naciones para entregarlas a las corporaciones transnacionales; y éstas se convirtieron en gobierno global y los Estados en sus cautivos- Y, para completar esos mezquinos objetivos, la dupla Reagan-Thatcher -con la complicidad del presidente (sic!) de la Unión Soviética el judas Mijail Gorbachov (con su política de perestroika y glasnost), provocaron el derrocamiento en los países socialistas de Europa del Este y de la Unión Soviética en 1991; derrota que consolidó el predominio del capitalismo bajo la hegemonía del imperialismo norteamericano y, por ende, el impulso de la actual dictadura de la globalización capitalista neoliberal.

Las consecuencias de la Globalización neoliberal han sido trágicas para miles de millones de personas; entre ellas, los trabajadores principalmente en los países del “Tercer Mundo”. Y no era para menos. Los gobiernos anularon los principales derechos laborales, los sindicatos fueron infiltrados y golpeados severamente, se produjeron despidos masivos, el desempleo y los índices de pobreza aumentaron exponencialmente.

Dicha política también repercutió en los países desarrollados, generando y profundizando la crisis económica, energética, social, política, alimentaria, migratoria, ambiental y moral del sistema. Frente a tal situación, se produjo el rechazo de las organizaciones sociales, sindicatos clasistas y demás organizaciones democráticas populares y anti imperialistas, mediante grandes acciones de lucha cada vez más radicales.

En ese contexto las élites de la globalización capitalista brindaron mayor financiamiento a las ONG; y estas se multiplicaron como hongos. Como indiqué antes, según informaciones coincidentes en el mundo bordean alrededor de 10 millones de ONG, repartidas en Estados Unidos, Unión Europea, ex países socialistas (como Rusia), Asia, África, Oriente Medio y en mi región América Latina.

En ese escenario la acción de las ONG ha sido decisiva. Intensificaron su campaña sistemática de carácter político e ideológico: difundieron la idea de que el estatismo era negativo, así justificaban las privatizaciones de las empresas públicas estratégicas; como también de servicios como salud, educación, vivienda, seguridad social, etc. Y vendieron el sofisma de que la alternativa era la iniciativa privada individual de carácter capitalista y los programas de autoayuda.

Se presentaron como portadores de la solidaridad y ayuda humanitaria ante las diversas organizaciones de sectores populares, pobladores vulnerables del campo y la ciudad, de barrios marginales y de los sindicatos.

Para los desempleados víctimas de despidos, publicitaron y financiaron las microempresas con la denominación de “emprendedores”, para que piensen como empresarios; y así los aislaba de la clase obrera.

La táctica preferida de las ONG es promover la división de las masas trabajadoras en múltiples sectores o movimientos, por ejemplo de género, feministas, indigenistas, ambientalistas, campesinos sin tierras; se orientan prioritariamente hacia los jóvenes, los grupos culturales, los pueblos nativos, los sindicatos, grupos parlamentarios,…etc., etc.

Reclutan personas con capacidad de organizar foros nacionales, regionales e internacionales; les cautivan con proyectos debidamente financiados y dirigidos a desintegrar las organizaciones del proletariado: tal es el logro político más importante de las ONG.

De tal suerte que la lucha de los sindicatos clasistas y demás fuerzas antineoliberales contra las ONG ha sido y es sumamente complicada.

CLASIFICACION SEGÚN AREAS DE ACCION DE LAS ONG

Las acciones de las ONG se clasifican en función de los intereses particular de los organismos que invierten en su financiación y pueden ser: a) Religiosas, b) Políticas – sindicales c) “Solidarias”, d) En organismos internacionales y universidades e) Actividades Culturales y ambientalistas (las actividades de las ONG están inmersas en el campo de la cultura).Por lo tanto, las grandes ONG y fundaciones internacionales constituyen un poder global, con capacidad de controlar e influir en cada continente, región y nación.

La lista de ONG es larga, sólo mencionaré unas poca e influyentes: CARE1 FREEDON HOUSE, OXFAM, CAFOD2, AYUDA EN ACCION, ASOCIACION PARA LA PREVENCION DE LA TORTURA, CENTRO POR LA JUSTICIA Y EL DERECHO INTERNACIONAL, Fundación acción pro derechos humanos (FPDH), Fundación para el Desarrollo Agrario (FDA), MANOS UNIDAS, PLATAFORMA ONG DE ACCION SOCIAL, CERES (americana), Partners in health (americana), DANISH REFUGEE COUNCIL, ACUMEN FUND ( fondo de perspicacia), MERCY CORPS (cuerpo de misericordia), Bangladesh Rural Advancement Commit (BRAC) y podría seguir enumerando más.

Todas esas poderosas ONG y fundaciones manejan presupuestos multimillonarios, provenientes de los aportes de (menciono algunas) empresas transnacionales como Coca Cola, Siemens , Shell, la Fundación Ford, las Open Society Foundations de multimillonarios como GEORGE SOROS, BILL GATES, FUNDACION ROCKEFELLER. Por ejemplo las fundaciones FUNDACIONFRIEDRICH EBERT y FUNDACION NEWMANN PARA LA LIBERTAD, actúan en América Latina. Cooperative for Assistance and Relief Everywhere, Catholic IInterntional Development Charity.Puedo seguir mencionando otras: la FUNDACION KONRAD ADENAUER, Rosa Luxemburgo, así como de banqueros de Estados Unidos y Europa, también con aportes del Banco Mundial, agencias de las Naciones Unidas y los bancos multilaterales de desarrollo, etc. : son las vacas lecheras de las ONG.LAS ONG: HERRAMIENTA BÁSICA DEL COLONIALISMO SINDICAL

Las ONG y las fundaciones centran mucha atención en la relación con los sindicatos, porque estas organizaciones combativas de la clase obrera son precisamente el sector que desempeña rol determinante en la lucha de clases. Por esa razón las ONG hacen todo lo posible para neutralizarlos desde adentro, ganando la amistad y confianza primero con los dirigentes de las federaciones nacionales, centrales nacionales, regionales y así facilitar la relación directa con los afiliados de base.

Para ello ofertan proyectos totalmente financiados para cursos de capacitación, seminarios para formadores, conferencias sobre diferentes temas, eventos orgánicos, ‘‘ayudan’’ a elaborar documentos, asumen el coste de la publicidad en revistas lujosas y otras actividades de los sindicatos.

Así mismo, los presupuestos de los proyectos comprenden el pago de transporte de las regiones a las capitales en cada país (generalmente en avión); al igual que el pago de hoteles, alimentación, en la mayoría de casos viáticos y también viajes al extranjero.

Todas esas dádivas son la llave utilizada por las ONG para ganar simpatía y popularidad, lo que les facilita controlar y manipular a las organizaciones sindicales con mucha habilidad; adecuándolos a la ideología de la burguesía neoliberal.

En esas condiciones, los sindicatos dejan de pagar los aportes económicos estatutarias necesarios para desarrollar las labores de los organismos superiores, como federaciones regionales, nacionales e internacionales; piensan que para eso están las ONG o las fundaciones, sin darse cuenta que con esa miope actitud institucionalizan el colonialismo sindical.

Las ONG agencian el corporativismo empresarial que en el actual periodo no es otra cosa que la manifestación abierta de la política de dominación fascista de la burguesía monopolista internacional. El llamado ‘‘diálogo social’’ y el denominado sistema de ‘‘sindicalismo gerencial’’ so elementos esenciales de esas sucia estrategia corporativista del gran capital.

ESCUELAS SINDICALES

Las ONG y Fundaciones, priorizan el funcionamiento y financiación de las escuelas sindicales, por ser herramientas estratégicas. En la mayoría de los países hay escuelas sindicales con buena infraestructura y cuerpo docente seleccionado: Las ONG programan e imparten muchos cursos, no para formar sindicalistas revolucionarios, menos aún para fortalecer la lucha de clases, sino simplemente sindicalistas reformistas y despolitizados, lo que precisamente conviene al modelo neoliberal.

También varias centrales sindicales de la Unión Europea invierten importantes recursos económicos para financiar actividades a los sindicatos considerados estratégicos; mediante “cooperación” solidaria cuyos fondos millonarios que son obtenidos de sus respectivos gobiernos con el rubro de “formación”: con el mismo objetivo que el de las ONG. Igualmente, la función que desarrolla la pro-capitalista AFL-CIO de Estados Unidos cuya historia es largamente conocida en mi región América Latina: ‘verdadera ‘fábrica’’ de multiplicación de sindicalistas reformistas y maquinaria encargada de crear y corromper burócratas sindicales.

En contraste, el sindicalismo clasista representado por la Federación Sindical Mundial (FSM) promueve la formación de sindicalistas militantes con conciencia de clase, conciencia política e ideológica para contribuir en la lucha por la transformación revolucionaria de la sociedad capitalista.

Sin embargo, las ONG o fundaciones siguen asediando a las organizaciones afiliadas a la FSM; y, cuando no pueden convencer a los dirigentes, entonces recurren a las bases afiliadas con el intento de corromper con los dólares o los euros.

LAS ONG Y LOS PARTIDOS POLITICOS

La intervención de las ONG y fundaciones en los partidos políticos es conocida; está dirigida a seducir a un buen contingente de profesionales e intelectuales “progresistas” y los autodenominados de izquierda de diferentes tendencias, incluso a ex comunistas y oportunistas de toda laya en los países del Tercer Mundo. En mi región América Latina eso es muy común.

La gran mayoría de estos seudo-izquierdistas trabajan en las ONG, lo que les permite desarrollar trabajo eficaz para influenciar en las organizaciones sociales; a la vez están involucrados en los partidos políticos de izquierda, generalmente de orientación socialdemócrata.

Las ONG también financian proyectos asistidos y asesoran en la campaña electoral a “partidos políticos de centro derecha” y ultra derecha. Cuando ganan las elecciones sus principales miembros ocupan altos cargos en los órganos de gobierno o actúan como asesores, igualmente a los “gobiernos progresistas”: es decir hay ONG para todos los gustos.

LAS ONG PUEDEN MOVILIZAR MASAS

Así mismo, los acontecimientos producidos en las últimas décadas en diferentes regiones del planeta evidencian que las ONG tienen gran capacidad de organizar y financiar las movilizaciones de masas contra gobiernos que no son convenientes a los intereses políticos de sus financiadores y al imperialismo, como ha ocurrido en varios países de Asia, África, en los ex países socialistas, Oriente Medio (las llamadas “revoluciones de colores”) y en América Latina donde es muy agresiva la labor perniciosa de las ONG: casos relevantes en Venezuela, Brasil, Bolivia, Nicaragua, Centro América y en Cuba donde financia y organiza la contra revolución… Y, por su puesto, propician golpes de Estado.

Denuncias sobre malos manejos y corrupción En las últimas décadas han circulado informes y denuncias en el sentido de que varias ONG provistas de presupuestos millonarios lograron que sólo una pequeña parte de esos recursos llegaran a sus destinatarios en varios países. Gran parte de esos caudales se esfumaron en el camino, principalmente los concernientes a los damnificados por crisis sociales humanitaria (Haití) y también en los casos de terremotos, inundaciones y sequias en varios países.

Antes de expresar las conclusiones, considero importante mencionar lo que históricamente han desarrollado en mi región América Latina el sindicato estadounidense, la AFL-CIO, el Departamento de Estado Norteamericano, la Agencia Central de Inteligencia(CIA) y el Instituto Americano para el Desarrollo del Sindicalismo Libre (IADSL) que han formado al grueso de los sindicalistas reformistas de la región. También la conocida Agencia de los Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (USAID) -sigla del inglés- y la llamada Fundación Nacional para la Democracia (NED), instrumentos del capital yanqui que, conjuntamente con las empresas transnacionales norteamericanas y en coordinación con las ONG, desarrollan acciones para controlar a los sindicatos, apoyar a partidos políticos de derecha y socialdemócratas, e imponer dictaduras militares, en función de los intereses del gobierno y los grandes monopolios capitalistas de Estados Unidos.

CONCLUSIONES A MODO DE ORIENTACIONES

1. Que los sindicatos -desde los propios afiliados de base- rescaten la obligación de pagar sus aportes económicos estatutarios a sus sindicatos y que éstos aporten a los organismos regionales, nacionales e internacionales, entre otros objetivos para evitar la dependencia y el colonialismo sindical. Es el reto que asume la FSM por eso es la organización sindical internacional clasista realmente independiente.

2. Las ONG son el brazo político e ideológico –así como agencia de lobby- de los gobiernos imperialistas, empresas transnacionales y fundaciones internacionales de o al servicio del gran capital monopolista.

3. El objetivo central de las ONG –aunque no lo sepan algunos de sus miembros- ha sido el de neutralizar la lucha de clases, por lo que desarrollan fuerte campaña para hacer creer que es posible un “capitalismo con rostro humano”.

4. El discurso manejado por las ONG en el sentido de que condenan la violación de los derechos humanos es falso, porque nunca denuncian las violaciones y crímenes de lesa humanidad perpetrados por el imperialismo norteamericanos y gobiernos de la Unión Europea en las distintas regiones y naciones del orbe. Ni siquiera se atreven a denunciar a quiénes adiestran y financian a terroristas.

5. Las ONG representan a poderosos grupos de poder económico, político y religioso; por lo tanto, constituyen una pieza más dentro de las estrategias de dominación y globalización en el Nuevo Orden Mundial imperialista mundial.

6. Las ONG nunca han sido parte de la resistencia sindical contra las políticas neoliberales del capital; por el contrario, promueven entre comunidades pobres y desempleados la formación de microempresas para hacerles creer que son emprendedores y empresarios, y se olviden de cuestionar al sistema capitalista.

7. Las ONG nunca se pronuncian ni propician lucha contra la ola de privatizaciones de las empresas estratégicas y las riquezas de diversa índole de las naciones.

8. Las ONG han promovido entre los trabajadores y su dirigencia el sindicalismo reformista y colaboracionista con las clases explotadoras; especialmente echando mano de la compra de conciencias y la corrupción de las burocracias sindicales y oportunistas de toda calaña.

9. Las ONG nunca deslindan con la ideología de la globalización neoliberal capitalista, pero si difunden las supuestas bondades del FMI y el Banco Mundial por ‘‘facilitar’’ préstamos a los países pobres.

10.Las ONG son misioneros ideológicos y operativos en función de los intereses de imperialismo norteamericano, de la Unión Europea y, de las trasnacionales capitalistas, para lo cual también cuentan con redes sociales de alta tecnología en África, Asia, países ex socialistas y América Latina.

11.La experiencia evidencia que la injerencia de las ONG no ha solucionado los problemas sociales o económicos generados por el sistema capitalista.

12.La historia demuestra que la portentosa obra de construcción del socialismo en la Unión Soviética -que de región pobre y atrasada se convirtió bajo la dirección de la clase obrera en la gran potencia mundial desarrollada que resolvió los principales problemas sociales en siete décadas y derrotó al nazi fascismo- no necesitó absolutamente para nada de las ONG.

13.Las ONG han desarrollado intensa campaña de carácter político e ideológico para anular la conciencia de clase en el movimiento sindical y organizaciones sociales para convertirlos en analfabetos políticos y apéndices del capital.

14.Ese papel Lo resumió cínicamente el ex presidente estadounidense Bill Clinton en la reunión de Bilderberg el 6 de mayo de 2005 en Rottach Egern (Munich) donde afirmó lo siguiente “el crecimiento de las ONGs fue una de las obras más extraordinarias que sucedió en el planeta después de la caída del Muro de Berlín”

Por tanto, hoy está muy claro a qué intereses responden las ONG. (fin)

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Honor y Gloria al Comandante Fidel Castro Ruz VI aniversario de su partida a la eternidad

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Honor y gloria al Comandante Fidel Castro Ruz

Homenaje en el VI aniversario de su partida a la eternidad

Por Valentín Pacho (*)

Publicado Blog La Mula: 2022-11-22

El 25 de noviembre del 2016 el compañero comandante en jefe Fidel Castro Ruz pasó a la eternidad, los que continuamos luchando por la transformación de la sociedad hacia el socialismo: rendimos tributo al gran combatiente marxista leninista, probo militante comunista, símbolo de firmeza ideológica y lealtad revolucionaria, el genio militar revolucionario que condujo al triunfo de la Revolución Cubana.

Acto heroico que impactó en los adolescentes obreros de mi generación y sacudió las conciencias de los pueblos en las tierras americanas en el siglo XX, en el que, tanto en enero de 1959 como en abril de 1961, el imperialismo sufrió su primera derrota militar en América Latina-Desde entonces quedó grabada en la memoria de la clase obrera internacional, así como en la conciencia de los sectores populares, que el imperialismo no es invencible, que se le puede derrotar, pero luchando contra él sin hacer concesiones.

El pueblo cubano asume la prueba de fuego: seis décadas de bloqueo criminal impuesto por el imperialismo y no ha podido doblegarlo y no podrá, porque cuenta con la guía de su glorioso Partido Comunista y la solidaridad internacionalista de los pueblos antiimperialistas.

En ese sentido la Asamblea de la Naciones Unidas el 3 de noviembre del año en curso, una vez más ha sido ratificado por votación contundente de 185 votos de Estados del mundo para poner fin al bloqueo criminal a Cuba: refleja el sentir de los pueblos del planeta, solamente hubo 2 votos en contra de Estados Unidos e Israel como era de esperar.

Por tanto, por el respeto a la dignidad y por la libre determinación de los pueblos, nuestro deber, es intensificar los esfuerzos para fortalecer la solidaridad internacionalista militante con el hermano pueblo cubano agredido, para exigir: se ponga fin al criminal bloqueo impuesto por el gobierno de Estados Unidos y se cumpla el acuerdo de la Asamblea de las Naciones Unidas.

¡FUERZA HERMANO PUEBLO CUBANO!- ¡VIVA LA REVOLUCION CUBANA!

(*) Ex secretario general de la CGTP Perú, ex vicepresidente de la FSM

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NOTAS DE PRENSA

Perú Libre rechaza guerra económica contra Cuba

PERÚ LIBRE RECHAZA GUERRA ECONÓMICA CONTRA CUBA Y PROPONE AL GOBIERNO EMITIR VOTO EN LA ONU EN ESA DIRECCIÓN

Esta semana entrante se votará en la ONU el cese del bloqueo contra Cuba, guerra económica financiera iniciada hace seis décadas y recrudecida durante y tras la pandemia del Covid-19.

Desde hace tres décadas los países integrantes de la ONU, de manera mayoritaria, con excepción de Israel, han rechazado contundentemente este acto criminal promovido por el gobierno de Estados Unidos contra Cuba, sin embargo, dicho país hace caso omiso a este clamor mundial.

Como peruanos debemos entender que el bloqueo no es un tema de índole bilateral entre Cuba y Estados Unidos, sino que involucra a todo el planeta, ahí radica la trascendencia de no permanecer indiferentes frente a este genocidio.

Las presiones de Estados Unidos a otros gobiernos, empresas, bancos, etc., para sumarse al bloqueo contra Cuba, les resta independencia económica, de mercado, social, política y soberana, teniendo que someterse como neocolonias y afectando su propia economía que repercute sobre el bienestar de sus pueblos, pues Estados Unidos persigue toda fuente de ingresos de divisas a Cuba, sancionando y quebrando numerosas empresas que comercien con la isla.

Es natural que en esas condiciones Cuba experimente un deterioro del estándar de vida de muchas familias, puesto que la escasez de alimentos y medicinas repercuten negativamente, pero este efecto también ocurre en el país coaccionado al impedirle que pueda vender sus productos a Cuba, obtener divisas y mejorar su nivel de vida.

Esta guerra no convencional, sin uso de instrumentos bélicos, se resume en la guerra económica financiera en tiempos de paz, como lo ha definido el gobierno cubano. A esto se suma la inclusión de Cuba en la lista de países patrocinadores del terrorismo según Estados Unidos, dificultando transacciones y posibilidades de crédito.

Por estas razones, el partido Perú Libre propone al gobierno peruano, representado por su Cancillería, a emitir un voto contundente de rechazo al bloqueo económico criminal contra Cuba, consecuente al último discurso del Presidente en la ONU.

Lima, 30 de octubre de 2022

Dr. Vladimir Cerrón Rojas

Secretario General Nacional

Comité Ejecutivo Nacional

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ACERCA DEL RESULTADO ELECTORAL REGIONAL Y MUNICIPAL 2022

Vladimir Cerrón

En política no hay victorias ni derrotas permanentes, todo responde a las condiciones previamente creadas para obtener los resultados. Perú Libre ha recibido un revés electoral en este proceso, resultado cual no vamos a discutir, pero sí analizar las causales y los remedios que debemos aplicar.

En este razonamiento, ¿nos reingenierizamos o dejamos de representar a una corriente de izquierda socialista, con la que también se identifican miles de peruanos? Pues, mientras estemos convencidos de la no existencia de otra representación genuina nuestro deber patriótico es continuar la batalla.

Es cierto que las elecciones nacionales no son comparables con las regionales y municipales, pero tampoco dejan de serlo. Son ingenuos los que celebran derrotas de otros y no ven que, en el ejercicio de gobierno de sus electas autoridades, al término de su período, es casi imposible una reelección en esa jurisdicción. En otras palabras, por ley de contradicción, no tener representantes ahora, puede traducirse en tenerlos más adelante.

Tampoco es la primera vez que desahucian a Perú Libre, lo hicieron tres veces, tras violentas contracampañas nacionales, en el 2014 evitando la reelección al gobierno regional de Junín con dos crímenes hasta ahora no resueltos, en el 2019 con el encarcelamiento de su líder y en el 2021 con la impronta judicialización por encargo, pero ocurre que siempre regresamos, cada vez con más fuerza y cabe la interrogante: ¿por qué ocurre este fenómeno?, porque mientras el diagnóstico y las propuestas del Partido sean sintetizadas a partir de la realidad objetiva, siempre habrá quienes se identifiquen con él.

Es cierto que somos responsables de haber llevado a Pedro Castillo al gobierno nacional, no podemos evadir esa realidad, como también es cierto que su gobierno no tiene los resultados prometidos. En más de un año no hay un solo hospital construido por iniciativa propia, no se ha renegociado los contratos ley, los abusos de las financieras siguen indemnes, las mayores utilidades se siguen adjudicando a las transnacionales, no hay intentos de luchar por una Asamblea Constituyente, la derechización del entorno del gobierno es real, etc., con lo que podemos concluir que Castillo no nos representa, pero cargamos con sus desaciertos.

Factores externos

En el plano nacional, los reportes departamentales y provinciales dan cuenta de que el principal factor de rechazo al Partido es el pésimo gobierno de Pedro Castillo, su inconsecuencia al programa del Partido, la ineptitud de los funcionarios, las promesas no cumplidas y las acusaciones de corrupción, lo que ha conducido a que el mal llamado “partido de gobierno” no logre una sola representación regional. No dudamos que los ayayeros del Presidente le estarán susurrando al oído: “ya ves, sin ti Perú Libre es nada”, el mismo susurro que lo está llevando al abismo, pero no solo al primer gobierno de “izquierda”, sino también podría hacerlo con Perú Libre y con todas las izquierdas del país, sin excepción, incluyendo la caviar, por lo que no hay razón para que ciertos sectores de la izquierda festejen reveses de otros.

Respecto a la Lima aristocrática, siempre el mismo fenómeno, conservadora y reaccionaria, aquí no hay segunda vuelta, a pesar de que tienen rango de gobierno regional, porque el voto histórico garantiza el triunfo de la derecha en primera vuelta. Lo que preocupa es el voto en los conos, donde asienta la Lima provinciana, que sigue votando por alguien que en nada se parece a ellos y desprecian a sus pares, ¿qué podría tener en común el millonario RLA con un poblador de cono? Nada. Razón por la que podemos inferir que el trabajo político e ideológico de Perú Libre en esas zonas fue mínimo o nulo para cambiar esta percepción.

La región Junín merece un análisis especial, Perú Libre iba a ganar este proceso electoral por su simpatía, por el programa de gobierno, las obras que realizó y otras que están en marcha, entre hospitales, carreteras y puentes emblemáticos, tenía el candidato favorito, pero renunció, tras la persecución, el allanamiento a su vivienda, enfrentamientos partidarios internos y posiblemente otras motivaciones que el tiempo dilucidará. El CEN y el CER evaluaron y alertaron sobre las consecuencias nefastas que esta actitud personal implicaba sobre nuestros candidatos a las alcaldías, las recomendaciones no fueron cumplidas, poniéndose en evidencia una vez más que sin un liderazgo regional firme, los postulantes a alcaldías no generan mayores expectativas, salvo las excepcionales.

Factores internos

En el plano orgánico, existen comités regionales y provinciales donde hay debilidades de organización, por ejemplo, mucho sectarismo, un mal que no hemos podido erradicar. En los comités donde sus secretarios generales fueron elegidos congresistas y pidieron licencia, dejando el cargo estatutariamente al secretario de organización, la elección tuvo mejores resultados que en los que no lo hicieron. Esto implica reafirmar, una vez más, que un comité regional no se puede dirigir si no es in situ.

Las elecciones internas de los candidatos regionales y la defectuosa composición de sus listas, han traído fatales consecuencias, pese a que se descentralizaron, a pedido de ellos, las personerías legales, conllevando a que varias listas sean declaradas improcedentes y con ello, los candidatos a alcaldías tengan pocas posibilidades de triunfo. Un problema añadido es respecto a la alternancia, por déficit de lideresas en el Partido, sumándose a esto las carentes coordinaciones de la personería legal nacional con sus pares regionales.

Ningún comité regional realiza escuelas políticas regularmente, no hay un cronograma de exposiciones y debates, no se reporta lo actuado, han tomado el partido electoreramente, mas no como una herramienta de concientización y educación de las masas. Si las escuelas funcionaran los resultados obviamente fueran distintos, ahí está el ejemplo de Junín en sus años de apogeo, que luego forjó el partido nacional, no había una mejor herramienta que esa y la militancia lo sabe.

También es necesario mencionar que a este resultado ha contribuido la persecución judicial de la cual se es víctima, con varios dirigentes presos, decenas de procesos abiertos a partir de haber pasado a la segunda vuelta electoral, incluyendo el de terrorismo, allanamientos, comparecencias restringidas, pagos de caución e impedimentos al líder para trasladarse de una región a otras con fines de fortalecer el Partido y las candidaturas, mientras los representantes de los partidos de derecha tienen toda la ventaja.

A pesar de todas estas dificultades el Partido logró ganar meritoriamente en un total de 78 jurisdicciones municipales, entre provincias y distritos, teniendo que enfrentar esta nueva experiencia de gobierno a mayor escala y fuera de la jurisdicción de Junín donde condujo algunas alcaldías.

¿Qué le queda al Partido?

Reorganizar sus dirigencias regional, provincial y distrital, renovar el CEN en su próximo Congreso a convocarse en enero del 2023, en el que se realizará un análisis crítico frente a estos resultados, lograr conclusiones, fijar objetivos, plasmarlos en documentos, ejecutar las tareas y efectuar el balance.

Sabemos que las condiciones internas en una organización son el factor principal de triunfo o derrotas, pero no por ello debemos dejar de lado el análisis de un factor híbrido que afecta al Partido y es que Castillo sigue siendo percibido como militante de Perú Libre en el Gobierno. Somos de la idea que, si el gobierno de Castillo no tiene ninguna intención de implementar el programa del Partido con el que ganó las elecciones y esperanzó al pueblo, no tendría ningún sentido seguir apoyándolo, y la bancada debe optar por una acción redentora, procediéndose al deslinde definitivo ante los ojos del pueblo.

Está claro que las bases magisteriales de las que Castillo dice con frecuencia fueron la fuerza decisiva para llegar al gobierno y no el Partido, esta vez no votaron por la izquierda. La otra hipótesis más sensata es que nunca fueron tal fuerza, sino fue la masa popular, que bajo el programa partidario que Castillo se encargó de repetir en cada plaza, lo puso en el poder, con lo que queda desvanecido el mito del magisterio como elemento decisivo.

Finalmente, nuestro Partido reafirma su posición de izquierda popular, la misma que es inclaudicable y orienta sus esfuerzos para lograr una mejor estructura orgánica, que permita no solo enfrentar procesos de este tipo, sino ser una alternativa de representación de quienes se identifican con los ideales democráticos, descentralistas, inclusivos, internacionalistas, soberanos, humanistas y antimperialistas.

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ARTÍCULO NOTAS DE PRENSA

Partido marxista de Perú es «barrera infranqueable» para evitar destitución de Castillo: líder del grupo – Reuter

Por Reuters  •  última actualización: 22/09/2022

(Corrige cifra en parrafo 8. Debe decir 46 en lugar de 76)

Vladimir Cerron, head of the far-left Peru Libre party talks to Reuters, in Lima

Por Marco Aquino y Marcelo Rochabrun

LIMA, 21 sep -El partido marxista que llevó al poder al presidente peruano Pedro Castillo es una “barrera infranqueable” para evitar su destitución en el Congreso dominado por la oposición, pese a que el mandatario ha abandonado sus promesas de campaña, dijo el líder del grupo, Vladimir Cerrón.

Castillo, quien ha sobrevivido a dos intentos fallidos de juicio político en el Congreso, ganó las elecciones el año pasado por un estrecho margen, asustando a los inversionistas con los planes radicales del partido Perú Libre, como nacionalizar las industrias clave y reescribir la Constitución.

Pero una vez en el Gobierno, Castillo mantuvo la economía en manos de funcionarios moderados y ha afirmado que no cambiará las reglas favorables al mercado, lo que enojó a Cerrón un médico cirujano que estudió y se formó políticamente en Cuba hasta exigir la renuncia del mandatario al partido.

“Lo que falta para la vacancia (de Castillo) son pocos votos que Perú Libre pudiera haberlos puesto en cualquier momento; eso definitivamente no es nuestra intención”, afirmó Cerrón en una entrevista el martes con Reuters en la sede de su partido.

Algunos legisladores de oposición en el Congreso han afirmado recientemente que están alistando una moción para intentar un tercer juicio político contra Castillo, aunque han reconocido que actualmente no tienen suficientes votos para hacerlo.

Otros han dicho que en lugar de un juicio político, Castillo podría ser suspendido de su cargo por una infracción a la Constitución, en medio de investigaciones en su contra por presuntos actos de corrupción, algo que el mandatario ha rechazado.

“Perú Libre es una barrera infranqueable hasta el momento” frente a esas intenciones de la oposición, dijo Cerrón.

El partido marxista llevó 37 legisladores al Congreso, pero tras varias renuncias el bloque se ha reducido a solo 16 de los 130 escaños del Parlamento unicameral de Perú. Expulsar a Castillo requiere 87 votos y en los dos juicios políticos previos la oposición reunió 46 y 55 votos respectivamente.

“Nuestro deseo es que llegue hasta el 2026, pese a que no comparto las actitudes políticas de Castillo”, refirió Cerrón.

Los comentarios de Cerrón podrían darle un respiro a Castillo mientras crecen las criticas a su gestión, en medio de una rotación de ministros y funcionarios sin precedentes y de marchas y contramarcas en torno a decisiones políticas.

“Recibo intermediarios de partidos de derecha tratando de conminarnos a votar por eso (la destitución)”, comentó. “Obviamente hay ofrecimiento de por medio, que jamás vamos a aceptar”, agregó.

Perú, el segundo mayor productor mundial de cobre, vive en constante incertidumbre política y en los últimos cinco años ha tenido hasta cinco presidentes en el poder, incluido Castillo.

CONSTITUCIÓN Y ELECCIONES

Cerrón dijo que a pesar de que la redacción de una nueva Constitución es un objetivo clave para su partido, Perú Libre no buscará en este momento impulsar una asamblea constituyente para ese fin, debido no hay una forma legal para lograrlo sin persuadir a la mayoría en el fragmentado Congreso.

“Se ha cerrado las puertas no solo a Perú Libre sino a otras organizaciones que estaban plegándose a esa tarea”, manifestó.

Si bien los analistas consideran poco probable reescribir la Constitución, los comentarios de Cerrón son los más claros hasta ahora que reconocen como muy difícil este escenario actualmente.

El dirigente afirmó sin embargo que su partido no ha descartado un horizonte con adelanto de elecciones, en momentos en que el Congreso debate esa posibilidad vía un referendo, como “otra maniobra de la oposición” para derrocar a Castillo.

Si eso ocurre “el pueblo tiene que luchar para que en ese adelanto de elecciones vía referendo también se incorpore la pregunta de si vamos o no a una Asamblea Constituyente, para una nueva Constitución Política. Solamente en esos términos Perú Libre aceptaría un adelanto de las elecciones”, dijo.

Cerrón consideró que es bastante complicado definir políticamente a Castillo y que el mandatario, a falta de una “visión de estadista”, está gobernando solo para sobrevivir.

Cerrón iba a ser el candidato presidencial de su partido, pero una sentencia judicial por un caso de corrupción lo sacó de la carrera y por eso postuló a Castillo, un sindicalista que se hizo conocido por liderar una huelga de profesores en el 2017.

“Es un presidente al que falta formación ideológica de cualquiera de las corrientes que él pudiera defender. Diría que un hombre pragmático”, señaló el dirigente.

Aunque Castillo ha recuperado unos puntos de popularidad en los últimos meses, según encuestas, el nivel de rechazo a su gobierno supera el 60% en medio de las investigaciones en su contra y por presuntamente obstruir a la justicia para proteger a su familia y a exfuncionarios bajo la lupa de los fiscales.

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Valentin Pacho: Murió Gorvachov, el imperialismo y los anticomunistas le rindieron tributo

Valentín Pacho Quispe

Exsecretario general de la Confederación General de Trabajadores del Perú y exvicepresidente de la Federación Sindical Mundial

Los medios de la prensa internacional imperialista anunciaron el fallecimiento de Mijaíl Gorbachov el 30 de agosto del año en curso, fue el último secretario general del Partido Comunista del Partido Comunista de la Unión Soviética (PCUS) elegido en 1985 y presidente de la Unión de las Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) elegido en 1990.

Los máximos jefes de Estado de los gobiernos de Estados Unidos de la Unión Europea y personajes representantes de la derecha internacional y conocidos anticomunistas han expresado su congoja y le han rendido tributo por su hazaña de haber promovido el derrumbe de la potencia socialista de la Unión Soviética en 1991.

Conocí personalmente a Mijail Gorvachov con ocasión del XII Congreso de la Federación Sindical Mundial (FSM) realizado en Moscú capital de la Unión Soviética los días del 13 al 20 de noviembre de 1990 cuyo anfitrión fue el Consejo Central de los Sindicatos Soviéticos afiliado a la FSM.

Ese congreso causó gran expectativa en el movimiento sindical internacional debido a que Gorvachov estaba implementando sus políticas de la perestroika y la glasnost en la URSS y que esas mismas políticas promovió para que se aplicara en los países socialistas de la Europa del Este: pero lo que produjo fue el derrocamiento de los gobiernos de dichos países en los años de 1989-1990, los últimos en caer fue la recordada República Democrática de Alemania (RDA) y Checoslovaquia y por ende pasaron a engrosar el bloque capitalista europeo: Gorvachov contribuyó al desenlace de esos acontecimientos.

Sin embargo, la URSS seguía siendo la potencia socialista mundial frente a la otra potencia del imperialismo norteamericano: por lo tanto, había esperanza de la vigencia incólume del socialismo. En ese escenario de expectativa arribaron a Moscú las delegaciones de los sindicatos afiliados a la FSM y representantes de organizaciones sindicales internacionales fraternas de los cinco continentes, había empezado el invierno.

El grupo de los delegados latinoamericanos nos informamos por medio de los estudiantes becados, de que había escases de alimentos en efecto lo constatamos, la sociedad soviética estaba dividida respecto a la perestroika, pudimos percibir que circulaban periódicos con distintos nombres de contenido anti comunista con ataques furibundos contra el PCUS, decían que era en aplicación de la glasnost.

En ese contexto esperamos con gran expectación el discurso del presidente Mijail Gorvachov en el acto de la Inauguración del congreso tal como era tradición en los países socialistas en donde se realizaron los congresos de la FSM como fue el X congreso realizado en Cuba, habló Fidel Castro, en el XI congreso realizado en Berlín- República Democrática Alemana (RDA) el saludo lo hizo su presidente Erich Honecker: pero en el acto de inauguración del XII congreso de la FSM el presidente Mijail Gorvachov simplemente no se hizo presente.

Para los sindicalistas nos quedó claro de que la actitud de Gorbachov era diferente al talante de los jefes de Estado de países socialistas que conocimos. En esas condiciones desarrolló el congreso, los debates fueron complicados en las comisiones de la agenda con las propuestas de los sindicatos soviéticos, habían cambiado su posición en varios asuntos de principios, por ejemplo, respecto a la lucha de clases, se generó discrepancias con los delegados de países del Tercer Mundo era evidente la influencia de la perestroika. Se tuvo que propiciar consensos para la aprobación del documento político y estatutos, culminando con elección de los órganos de dirección de la FSM en el que formaron parte representantes de los sindicatos soviéticos.

Sin embargo, antes de la clausura del congreso, los sindicatos soviéticos comunicaron que el presidente Gorvachov aceptaba recibir una delegación, seguramente habrían gestionado: se nombró representantes por cada continente, por América Latina fuimos elegidos el cc Pedro Ross de la CTC de Cuba y el que escribe esta nota en presentación de la CGTP del Perú. En efecto fuimos recibidos en su despacho presidencial en el Kremlin.

El encuentro fue muy protocolar, en sus expresiones de bienvenida que fue corto, recuerdo que nos dijo que en la URSS se estaban desarrollando cambios necesarios, que la economía de mercado era viable, que la URSS asumía los nuevos retos y otros temas sobre el desarme nuclear ; el compañero Krasuski de la CGT de Francia en representación de la delegación hizo el saludo respectivo y en síntesis se refirió a la economía de mercado cuyas consecuencias han sido negativas en todos los países incluido Europa: Gorvachov solo escuchó y nos deseó éxitos en el congreso y luego se dio por terminado el encuentro, realmente intrascendente.

Al terminar el XII congreso de la FSM de regreso a nuestros países a los sindicalistas nos quedó la sensación de que la aplicación de la perestroika había generado complicaciones internas en la URSS, nos dimos cuenta de que el mercado negro funcionaba sin problemas, decían eran por los sabotajes y corrupciones, circulaban diversos periódicos con distintos nombres, pero todos de contenido anticomunista. Sin embargo, teníamos esperanza y confianza de que el PCUS iba poner orden, después de todo la URSS era producto de la Revolución Bolchevique y no permitiría desviaciones que hagan peligrar el socialismo.

GOLPE DE ESTADO FALLIDO

A pocos meses después del XII congreso de la FSM a mediados de 1991 los problemas internos en la URSS se habían agudizado aceleradamente frente a las iniciativas de Gorvachov y el inminente peligro de la desintegración de las 15 repúblicas federales que conformaban la URSS, apareció un documento Palabra al Pueblo era un llamamiento firmado por intelectuales, políticos, militares de alta graduación y personajes representativos varios de ellos miembros del Comité Central del PCUS en el que expresaban su rechazo a las propuestas de desintegración de la Unión Soviética. Pero también se dio a conocer otro documento Tratado de la Unión que sentenciaba la desintegración de la Unión Soviética firmado por un grupo de conspiradores entre ellos Boris Yeltsin quien ya había renunciado al Comité Central PCUS, pero era el presidente de la Federación de Rusia.

En ese contexto el 19 de agosto de 1991 la prensa internacional imperialista sorprendió al mundo sobre el golpe de Estado contra Gorvachov quien se encontraba de vacaciones. A muchos sindicalistas nos sorprendió de que el golpe estaba encabezado por Guennady Yanayev vicepresidente de la URSS acompañado del jefe de la KGB y altos mandos militares y de miembros del Comité Central del PCUS conformantes del Comité Estatal para el Estado Emergencia en su manifiesto dieron a conocer de que no aceptaban la desintegración de la Unión Soviética el mensaje dio entender que el golpe era para defender el socialismo. A Guennady Yanayev lo conocí personalmente en el Congreso de la Central de Trabajadores de Cuba en la Habana-Cuba en 1989, quien participó en representación del Consejo Central de los Sindicatos Soviéticos: en efecto muchos dirigentes sindicales lo conocimos como responsable de relaciones internacionales de la central sindical soviética: en realidad el golpe fue el acontecimiento de gran trascendencia mundial.

Pero la otra gran sorpresa fue de que los gobiernos del mundo capitalista como el presidente de Estados Unidos George H.W Bush (padre) expresó solidaridad e hizo llamado a defender a Gorvachov, le siguieron Margaret Thatcher y jefes de Estado de gobiernos de Gran Bretaña, de Francia, Alemania, el Papa Juan Pablo II expresó plena solidaridad e hizo llamado a defender a Gorvachov para garantizar las reformas y el resto gobiernos de Europa occidental reforzado por la campaña de la prensa imperialista contra el golpe. Lamentablemente el golpe fracasó, ese episodio seguirá siendo motivo de análisis mas profundos.

DESINTEGRACIÓN DE LA POTENCIA SOCIALISTA FUE UNA TRAGEDIA PARA LA HUMANIDAD

El fracaso del golpe tuvo consecuencias funestas, la contrarrevolución y el imperialismo logró lo que anheló durante siete décadas: la desintegración de la Unión de la Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) escenificada aquel fatídico día 25 de diciembre de 1991, en el que consternados vimos que de la torre del gran Kremlin era arriada la bandera roja con la hoz y martillo, emblema sagrada de los revolucionarios, que había flameado como símbolo de victoria de la clase obrera combatiente, de las fuerzas revolucionarias y del glorioso Ejército Rojo que hizo morder el polvo de la derrota a los ejércitos del nazi fascismo en la Segunda Guerra Mundial y en su lugar era izada la bandera de Rusia de los zares. Después de la desaparición de la URSS, Rusia quedó bajo el gobierno del alcohólico Boris Yeltsin y camarilla de traidores y corruptos, impuso el modelo neoliberal, privatizó las mejores empresas públicas. El grupo de mafiosos miembros del PCUS que acompañaron a Yeltsin se convirtieron en dueños de las grandes empresas privatizadas. Y, como era de esperar las cúpulas de los sindicatos soviéticos promovieron la desafiliación de la Federación Sindical Mundial FSM para luego afiliarse a la otra internacional sindical reformista anticomunista la CIOSL. Pero los trabajadores pagaron las consecuencias tuvieron que emigrar a Europa en busca de trabajo: el pueblo ruso fue humillado. Sin embargo, lo más vergonzoso fue de que aquellas personas que se consideraban comunistas en diversos países se arrepintieron, desilusionados, se convirtieron en anticomunistas, independientes o simplemente progresistas, prefieren no presentarse ante las masas como comunistas sino con otra denominación, eso continua hasta hoy.

La destrucción de la Unión Soviética fue obra de la conspiración contrarrevolucionaria los operadores estuvo conformado por traidores, oportunistas, mafiosos, corruptos enquistados en los principales órganos del PCUS los enemigos estaban adentro y también estaban involucrados las burocracias sindicales, pues después se conoció la actividad del Freem Trade Union Institute (FTUI) (Instituto Sindical para la Libertad de Comercio) que actuaba en estricta coordinación con la Agencia Central de Inteligencia (CIA) tuvo intensa actividad durante el gobierno de Ronald Reagan se encargaba de financiar a grupos sindicales y a la “prensa independiente” de la Unión Soviética y de los países socialistas de Europa del Este, los dólares eran canalizados mediante la National Endowment for Democracy (NED) Fundación Nacional para la Democracia creada en 1983, el imperialismo y la CIA financiaron acciones conspirativas mediante las Organizaciones No Gubernamentales (ONG): todo coincide con el periodo de la perestroika de Gorvachov, lo que facilitó las condiciones para destruir a la Unión Soviética.

El imperialismo y la derecha internacional están muy agradecidos a Mijail Gorvachov, se convirtió en su vedete, le dieron premio Nobel, era el invitado de honor para conmemorar anualmente la caída del Muro de Berlín. Pero para las fuerzas democráticas y revolucionarias del mundo, Gorvachov será siempre un traidor, lo confirma en su testimonio el camarada Erich Honecker que fue presidente de la República Democrática Alemana RDA derrocado a raíz de la caída del Muro de Berlín, quien afirma que “su país fue entregado en bandeja de plata al bloque capitalista europeo por Gorbachov.

Rusia es, hoy, país capitalista y es potencia mundial, pero todo lo que tiene se lo debe lo que el socialismo construyó en siete décadas. Hoy comprendo más a Stalin, con él no hubieran surgido los Yeltsin, Gorbachov y demás traidores.

GLORIA ETERNA A LOS COMUNISTAS Y REVOLUCIONARIOS DEL MUNDO QUE OFRENDARON SU SAGRE Y SUS VIDAS POR UNA SOCIEDAD SIN EXPLOTADORES NI EXPLOTADOS. ¡EL SOCIALISMO SIGUE SIENDO LA ESPERANZA!

3 de septiembre 2022

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